terça-feira, 19 de maio de 2015

Falta de campos põe LPB em risco

Algumas semanas atrás desabafei sobre falta de iniciativas mais eficientes para popularizar o beisebol no Brasil e fato de que o esporte continua sendo tratado como cultura de gueto.

Corroborando com essa realidade agora alguns espaços estão fechando suas portas para as organizações “paralelas” ou não federadas, por assim dizer.

Nesse final de semana a LPB tinha em seu calendário 2 triangulares. Diversos campos foram consultados para alugar o espaço, mas infelizmente recebemos resposta negativa da maioria. Até o momento temos apenas a confirmação do campo 2 do Anhanguera, em Santana do Parnaíba.

Essa é uma triste situação, com provável implicação negativa para o esporte. Hoje as organizações não ligadas à CBBS, como LPB, LSPB e agora LDB, são responsáveis pelo maior número de praticantes na faixa de 25-35 anos. Se essas ligas não tiverem onde sediar seus jogos, um contingente enorme deixará de praticar beisebol por não se enquadrar no nível técnico dos campeonatos federados, ou por não ser filiados a nenhum time federado.

Alternativamente a cidade de São Paulo tem dois campos de beisebol públicos: o campo de Parque Ecológico, que está em condições precárias, e o Mie Nishi, que é monopolizado pela federação.

Frequentemente passo pela Marginal Tietê nas tardes de domingo e vejo o Mie Nishi vazio – subutilizado ao invés de estar disponível para as organizações não federadas.

Fica o apelo aos dirigentes: Coloquem em prática o tão teórico discurso de “divulgar o beisebol”. Abram as portas, através de parcerias ganha-ganha, para quem quer jogar!

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